terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mudança de perfil valorizou profissional contábil

Fonte: IBPTFabio Riesemberg – Jornalista (MTb. 2802/11/21) 
Em entrevista, Zulmir Ivânio Breda, fala da situação atual da atividade contábil
No dia 22 de setembro se comemorou o Dia do Contador. Mas como anda essa categoria no Brasil? O que os contadores podem comemorar, afinal?  Nesta entrevista com o vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Zulmir Ivânio Breda, abordamos assuntos como o ensino de contabilidade, as conquistas da atividade contábil e também os entraves enfrentados pela categoria. Confira.
IBPT – O que os contadores têm para comemorar no 69º Dia do Contador?
Zulmir Ivânio Breda – Temos muito a comemorar, inclusive o fato de ultrapassarmos o número de 500 mil profissionais registrados no país. A profissão vive um de seus melhores momentos com ascensão no mercado de trabalho onde há uma grande demanda nas empresas, o que tem provocado a melhoria da remuneração paga.
IBPT – Que tipo de conquistas, modernizações ou benefícios eles têm hoje que não tinham antigamente? 
Z.I.B. – O profissional da contabilidade está presente em todos os segmentos da atividade econômica, seja no setor público, na iniciativa privada ou mesmo no terceiro setor. Trata-se de um profissional indispensável em qualquer empreendimento, atuando junto à esfera de gestão, prestando assessoramento técnico para a tomada de decisão. Não há mais espaço para o profissional que atuava com o olhar voltado aos fatos passados das organizações numa visão retrospectiva. Essa mudança de perfil provocou uma valorização da profissão, que veio aliada a um maior nível de responsabilidade na execução dos seus serviços técnicos.
IBPT – Como anda a qualidade do ensino em Ciências Contábeis? 
Z.I.B. – O curso de ciências contábeis é atualmente o 4º curso mais procurado no Brasil dentre todos os cursos de nível superior. São mais de 320 mil alunos matriculados, o que demonstra o interesse dos jovens pela profissão. O exame de suficiência exigido para quem ingressar no mercado de trabalho mostra que temos espaço para melhorar a qualidade do ensino, e o CFC não tem poupado esforços para colaborar com as IES nesse sentido. Uma das formas de incentivo é feita por meio do apoio à criação de novos cursos de mestrado e doutorado visando qualificar mais professores.
Fonte: www.cfc.org.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Imposto da Sonegação é você quem paga


Se você não é dono de empresa-fantasma ou de conta bancária em paraíso fiscal; se não vive às custas de caixa 2, mensalão, propinoduto; se sua casa, fazenda, carros de luxo e todas as suas despesas não são declaradas em nome de alguma fundação, igreja ou qualquer outra instituição de fachada; se sua fonte de renda não provém de obras ou contratos superfaturados; então, fique sabendo que você faz parte da imensa maioria de brasileiros que paga a conta da sonegação e carrega nas costas o peso de um dos mais injustos sistemas tributários do mundo.
O painel Sonegômetro, criado pelo SINPROFAZ – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, escancarou em 2013 o rombo de R$ 415 bilhões nas contas da União, causado pela sonegação fiscal. Tão impressionante quanto esse número, que representa mais de 10% do PIB nacional1 e quase 20 vezes o investimento anual do programa Bolsa Família2, é saber que tudo isso é consequência de um sistema criado para ser implacável com os mais pobres e a classe média, mas leniente e clientelista com pessoas e instituições que detêm poder político e econômico, constantemente beneficiadas por reduções tributárias, refinanciamentos com perdões de juros e multas, entre outros favores singulares.
Desde 2009, o SINPROFAZ vem denunciando a negligência do Poder Executivo em lidar com a questão tributária e o combate à sonegação no Brasil. Em vez de promover uma reforma do sistema tributário baseada na simplificação dos tributos, na proporção da renda e do patrimônio e na promoção de uma política fiscal adequada a um país de dimensões continentais, nossos governantes preferem aumentar impostos que pesam mais sobre os que ganham menos, e ainda fomentam uma fraticida guerra fiscal envolvendo Estados e Municípios3.
Apensar de toda a sangria demonstrada pelo Sonegômetro, o país arrecadou em 2013 mais de 1,138 trilhão de reais em tributos4 e continua disputando com o Reino Unido a 6ª posição entre as maiores economias do mundo. No entanto, maior que a distância que nos aparta da Grã-Bretanha é a desigualdade que separa as políticas públicas britânicas das que recebemos aqui no Brasil: hospitais sucateados, estradas mal conservadas, educação deficiente, segurança pública insuficiente e despreparada. Enfim, má gestão dos impostos arrecadados. Tudo isso faz com que continuemos estacionados no 85º lugar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)5. Numa comparação apenas entre países da América Latina, perdemos para Peru, Venezuela, Panamá, Costa Rica e Uruguai, e ficamos a mais de 40 pontos da Argentina e do Chile. Mas, já que citamos o Reino Unido, vale saber que estamos a 59 longos pontos do IDH britânico.
Diante desta lastimável realidade, há quem justifique a sonegação como alternativa plausível e veja o sonegador como herói, não como bandido. Obviamente, esse é um pensamento, no mínimo, ingênuo, pois o que precisamos é mudar o país e melhorar suas instituições, e não o implodir de vez. Ademais, somente pessoas e instituições poderosas conseguem driblar de forma eficiente os mecanismos fiscais, bem como protelar as ações de cobrança da Dívida Ativa.
É preciso deixar claro que os sonegadores responsáveis pelo rombo superior a R$ 415 bi não são coitados oprimidos pelo excesso de tributação. Não é o sacoleiro, o profissional liberal ou o empresário que trabalha mais de 12 horas por dia para sobreviver, gerar emprego e renda. Ao contrário, são membros de uma elite muito poderosa que se perpetua no injusto sistema mantido convenientemente por sucessivos governos. Para esses que vivem da sonegação, tanto faz se a tributação encontra-se em 20, 30 ou 40% do PIB. O que importa para eles é saber que nada vai mudar enquanto as estruturas de controle fiscal e de cobrança jurídica do Estado, como a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) continuarem sucateadas. Estudo publicado pelo SINPROFAZ em março de 2013 provou que a tributação poderia ser reduzida em 30%, sem prejuízo da arrecadação, caso não houvesse sonegação fiscal6.
Partindo dos pontos de vista aqui apresentados, vale o alerta a todos os cidadãos e, principalmente, aos eleitores: não é possível levar a sério qualquer discurso de presidenciável que prometa uma nova era de crescimento sustentável com justiça social, sem o compromisso de um projeto objetivo de reforma do sistema tributário e fortalecimento do combate à sonegação. Em complemento a diversas propostas que tramitam no Congresso Nacional, visando alterar o sistema tributário brasileiro7 8, o SINPROFAZ avança os seguintes pontos:
  1. Simplificação do sistema tributário, estabelecendo a criação do Imposto sobre o Valor Adicionado Federal (IVA-F), que unificará as contribuições sociais: COFINS, PIS e CIDE-combustível;
  2. Extinção e incorporação da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) ao imposto de renda das pessoas jurídicas (IRPJ);
  3. Criação de novo ICMS, que passará a ter uma legislação única, com alíquotas uniformes, e será cobrado no Estado de destino do produto;
  4. Definição de política tributária que estimule a criação de empregos formais, garantindo os direitos sociais e fortalecendo o crescimento da atividade econômica.
  5. Redução da carga tributária sobre o consumo, com alíquotas diferenciadas para produtos essenciais e alíquota zero para produtos da cesta básica;
  6. Efetiva tributação sobre a renda e o patrimônio, respeitando o princípio constitucional da capacidade contributiva, garantindo assim que se cobre menos de quem ganha menos e mais de quem ganha mais. Isto inclui a regulamentação do IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), previsto no artigo 153, VII, da CRFB/88;
  7. Fazer valer a lei de transparência fiscal, que ainda “não pegou”: toda Nota Fiscal deve registrar o valor do produto e o custo dos tributos;
  8. Criação de um programa de educação fiscal, que deve ser incluído na grade curricular de todas as escolas de ensino fundamental e médio do país;
  9. Reestruturação de órgãos destinados ao combate à sonegação e à corrupção, como a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e a Advocacia-Geral da União, garantindo independência técnica aos seus membros e gestores, admitidos exclusivamente por concurso público.
Os Procuradores da Fazenda Nacional são advogados públicos, concursados, que atuam na defesa do patrimônio do povo brasileiro, independentemente de quem esteja ocupando o poder. A Campanha Nacional da Justiça Fiscal – Quanto Custa o Brasil pra Você? tem por finalidade contribuir com a educação fiscal e a conscientização tributária da sociedade, informando e promovendo esse debate por todo o país.
Fonte:www.quantocustabrasil.com.br

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Trabalho na Eleição - Folga Compensatória ou Hora Extra?


O trabalho em dias de feriados, civis e religiosos é vedado de acordo com a Lei 605/1949, regulamentada pelo Decreto 27.048/1949, exceto nos casos em que seja necessária a execução dos serviços impostas pelas exigências técnicas das empresas.
O art. 380 do Código Eleitoral estabelece que na data da realização das eleições seja considerado feriado nacional, consoante abaixo:
"Art. 380. Será feriado nacional o dia em que se realizarem eleições de data fixada pela Constituição Federal; nos demais casos, serão as eleições marcadas para um domingo ou dia já considerado feriado por lei anterior."
O serviço eleitoral é obrigatório, tendo preferência sobre qualquer outro, ou seja, quando um empregado trabalha no dia da eleição, cumprindo as exigências da Justiça Eleitoral, a empresa não poderá propor ao empregado a compensação somente ao dia trabalhado.

 o entendimento que se extrai do art. 98 da Lei 9.504/97 que assim estabelece:
"Art. 98. Os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos serão dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos dias de convocação."
Para fazer jus a este benefício, o empregado deverá apresentar ao empregador a convocação expedida pela Justiça Eleitoral, a fim de que lhe seja concedido, após a eleição, um descanso remunerado equivalente ao dobro dos dias de convocação, bem como documento atestando seu comparecimento e o efetivo trabalho nas eleições, pelo período que perdurar.

Podemos observar que a lei não faz qualquer menção sobre o pagamento do dia trabalhado, mas sim sobre a dispensa do serviço, o que deve ser concedida em dobro.
Como também não há qualquer manifestação sobre quem deve requerer a data da compensação pelo dia trabalhado nas eleições - se empregado ou empregador - e tampouco a Justiça Eleitoral estabelece em declaração a referida data, há que se ater ao que estabelece a legislação trabalhista no âmbito geral.

Se no dia das eleições o empregado acabou prestando serviço à Justiça Eleitoral, o empregador deverá conceder os 2 dias de folga durante a semana seguinte ou, no máximo, durante o mês do dia da eleição, sem que esta folga coincida com um domingo ou sábado, que já tenha sido compensado pelo trabalho durante a semana.


Fonte:www.guiatrabalhista.com.br


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Exame de Suficiência segunda edição 2014


O Exame de suficiência para segunda edição de 2014 encerrou o seu  prazo de inscrição no ultimo dia 26 de junho de 2014. A obrigatoriedade do exame de suficiência para o profissional de Contabilidade traz uma responsabilidade maior ao termino do curso de ciências contábeis.O profissional Contábil só poderá exercer sua atividade depois de sua aprovação no exame, a cada edição do exame algumas questões têm  um olhar mais abrangente, juntando vários assuntos para responder apenas uma questão, um exemplo são as questões de custos que estão associada ao conteúdo de estatística, matemática e contabilidade geral. Por isso deixo aqui uma dica para alcançar um bom desempenho é sugerido que o aluno venha resolvendo questões com este raciocínio, os conteúdos estarão interligados para responder uma questão. 


Sucesso que o mundo esteja cheios de oportunidades para você que inicia a carreira como profissional de Contabilidade.


Autora: Francineide Lima

Produtos mais consumidos durante a Copa do têm elevada carga tributária


Percentual de tributos incidentes sobre alimentos e acessórios esportivos varia de 15 a 76% conforme estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT
Fonte: ASSCOM IBPT
O torcedor brasileiro que já está se programando para acompanhar todos os lances da Copa do Mundo de Futebol deve se preparar também para arcar com a elevada carga de impostos que estão embutidos nos preços dos produtos e serviços mais consumidos nesta época, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT.
No caso das bebidas, que não podem faltar para animar a confraternização, a carga tributária chega a 76,66% na caipirinha; 55,60% na garrafa ou lata de cerveja; 45,47% na lata de refrigerante e 36,21% no suco. Já os aperitivos também possuem uma “salgada” tributação, que corresponde a 37,30% do preço do salgadinho, 36% do amendoim e 16,5% sobre o preço de queijos em geral.

Caso o torcedor opte pelo churrasco para reunir amigos e familiares na torcida, o Leão também estará convidado: isso porque a carga tributária da carne bovina chega a 23,99%; 26,80% no frango e 34,29% no carvão. E se preferir acompanhar o evento em bares ou restaurantes, 32,31% da conta será de impostos sobre o serviço do estabelecimento.
O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, observa que "a alta de impostos também é percebida nos itens alusivos ao evento esportivo, como é o caso da bola de futebol, com 46,49% e a camisa do time, que tem 34,67% do preço revertido aos cofres públicos”. 
Produto
Carga tributária
Restaurante
32,31%
Amendoim
36,54%
Apito
34,48%
Bola de futebol
46,49%
Cachaça
81,87%
Cachorro quente
15,28%
Caipirinha
76,66%
Caixas de som amplificadas
45,81%
Câmera fotográfica
44,75%
Carne bovina para churrasco
23,99%
Carvão vegetal
34,29%
Cerveja (lata)
55,60%
Cerveja garrafa
55,60%
Chope
62,20%
Confete/ Serpentina
43,83%
Copos
37,88%
Carne de Frango para churrasco
26,80%
Fogos de artifício
61,56%
Hospedagem em hotel
29,56%
Ingressos (tickets)
40,85%
Nozes
36,45%
Passagem aérea
22,32%
Queijos
16,59%
Refresco em pó
36,30%
Refrigerante (lata)
46,47%
Refrigerante garrafa
44,55%
Camisa do time
34,67%
Salgadinhos
37,30%
Suco pronto
36,21%
Televisor
44,94%
Fonte: IBPT 

O presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike está à disposição para entrevistas sobre o tema. Para agendar um horário, entre em contato com a De León Comunicações, nos telefones (11)5017-4090//7604 ou envie um e-mail para paloma@deleon.com.br. 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Uma entrevista de emprego pode dizer tudo sobre você

Carreiras e profissões é o nosso vício de hoje. Você encontra-se no momento de entrevista? Ou de entrevistar? Ambos os lados vejamos este vídeo de uma entrevista.



Como candidato o quê você observou? Observou que alguns candidatos estão na seleção presos a valores pessoais que podem ser impactante na empresa? Já observou o quanto um candidato não é pro-ativo? Sim a falta de pro-atividade pode afetar sua contratação.
Quanto a empresa uma boa avaliada nos valores dos candidatos, em suas limitações e sua qualidades para além da profissional é uma forma de identificar  um perfil que você deseje.

Por: Francineide Lima

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Filmes sobre finanças & Negocios

O final de semana vem chegando e você procura o quê vai fazer? Já pensou em ver um filme com adrenalina financeira? Isso mesmo,  aqui vai  algumas dicas sobre filmes, finanças e outros vícios.


Enron, este filme fala de um dos maiores escândalos financeiros que aconteceu no seculo. É cheio de depoimentos sobre a situação na época do acontecido, as razões de algumas ações etc. Confesso que é chato, vale apenas para os viciados em finanças, em filme e etc.


Já o Lobo de Wall Street é adrenalina pura ele fala de algumas manobras financeiras tomada pela empresa driblando as regulamentações de mercado. É adrenalina do inicio ao final.


Wall Street  fala sobre uma manipulação de informação que aumenta a bolsa o preço das ações na bolsa de valores. É um filme parado entretanto muito envolvente.
Brincadeira !Passar final de semana assistindo  filmes apenas sobre finanças.
O vicio das finanças vai com você para onde você for.
Boa sessão  de cinema.

Por: Francineide Lima